Os tendões são estruturas fundamentais para o movimento do corpo, responsáveis por conectar os músculos aos ossos e transmitir a força necessária para a realização das atividades diárias. Com o passar do tempo ou devido à sobrecarga constante, esses tecidos podem sofrer alterações estruturais que levam à chamada degeneração tendínea progressiva, uma condição que pode causar dor, perda de força e limitação funcional.
O que é degeneração tendínea progressiva?
A degeneração tendínea progressiva é um processo de desgaste gradual dos tendões, caracterizado pela deterioração de suas fibras de colágeno. Diferentemente de uma inflamação aguda, essa condição envolve alterações crônicas na estrutura do tendão, comprometendo sua resistência e capacidade de suportar cargas.
Esse processo é frequentemente associado às tendinopatias crônicas e pode afetar diversas regiões do corpo, como:
▪️ Ombro (manguito rotador);
▪️ Cotovelo;
▪️ Punho;
▪️ Quadril;
▪️ Joelho;
▪️ Tendão de Aquiles.
Principais causas
Diversos fatores podem contribuir para o desenvolvimento da degeneração tendínea, incluindo:
Sobrecarga repetitiva
Movimentos repetitivos realizados no trabalho, nos esportes ou nas atividades do dia a dia podem causar microlesões contínuas nos tendões.
Envelhecimento
Com o avanço da idade, ocorre uma redução natural da vascularização e da capacidade de regeneração dos tendões, tornando-os mais suscetíveis ao desgaste.
Alterações biomecânicas
Problemas posturais, desalinhamentos articulares e desequilíbrios musculares podem aumentar o estresse sobre determinadas estruturas tendíneas.
Doenças sistêmicas
Condições como diabetes, artrite reumatoide e distúrbios metabólicos podem favorecer o enfraquecimento dos tendões.
Sedentarismo e excesso de atividade
Tanto a falta de condicionamento físico quanto o excesso de exercícios sem preparo adequado podem contribuir para o desenvolvimento da degeneração.
Sintomas da degeneração tendínea
Os sintomas geralmente surgem de forma gradual e tendem a piorar ao longo do tempo.
Os sinais mais comuns incluem:
▪️ Dor localizada durante ou após atividades físicas;
▪️ Sensibilidade ao toque na região afetada;
▪️ Rigidez articular, especialmente pela manhã;
▪️ Diminuição da força muscular;
▪️ Limitação dos movimentos;
▪️ Sensação de fraqueza ou instabilidade.
Nos estágios mais avançados, o tendão pode apresentar rupturas parciais ou até completas.
Como é feito o diagnóstico?
O diagnóstico é realizado por um ortopedista por meio da avaliação clínica e da análise do histórico do paciente.
Para confirmar a condição e avaliar a extensão do dano, podem ser solicitados exames como:
▪️ Ultrassonografia;
▪️ Radiografia;
▪️ Ressonância magnética;
▪️ Tomografia computadorizada em situações específicas.
Esses exames ajudam a identificar alterações estruturais, espessamento do tendão, calcificações e possíveis rupturas.
Tratamento da degeneração tendínea progressiva
O tratamento varia conforme a gravidade da lesão e os sintomas apresentados.
Tratamento conservador
Na maioria dos casos, o tratamento inicial inclui:
▪️ Controle da sobrecarga mecânica;
▪️ Fisioterapia especializada;
▪️ Exercícios de fortalecimento progressivo;
▪️ Alongamentos orientados;
▪️ Correção de alterações posturais e biomecânicas;
▪️ Uso de medicamentos para controle da dor quando necessário.
Terapias complementares
Dependendo do caso, podem ser indicados procedimentos como:
▪️ Ondas de choque;
▪️ Infiltrações específicas;
▪️ Técnicas regenerativas;
▪️ Programas avançados de reabilitação.
Tratamento cirúrgico
A cirurgia é reservada para situações mais graves, principalmente quando há ruptura significativa do tendão ou falha do tratamento conservador.
É possível prevenir?
Embora nem todos os casos possam ser evitados, algumas medidas ajudam a reduzir o risco de degeneração tendínea:
▪️ Praticar atividades físicas regularmente;
▪️ Respeitar os limites do corpo;
▪️ Realizar aquecimento antes dos exercícios;
▪️ Manter boa postura;
▪️ Fortalecer a musculatura de suporte;
▪️ Evitar movimentos repetitivos excessivos;
▪️ Procurar tratamento ao surgimento dos primeiros sintomas.
Quando procurar um Ortopedista?
A presença de dor persistente, perda de força ou dificuldade para realizar movimentos habituais deve ser avaliada por um especialista. O diagnóstico precoce é essencial para impedir a progressão do desgaste e preservar a função do tendão. A Clínica We se preocupa com a sua saúde, agende sua consulta ortopédica conosco.
